A pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, mostra um avanço real: a proporção de empresas brasileiras que usam inteligência artificial passou de 13%, em 2024, para 17%, em 2025 — com crescimento também entre as pequenas empresas, de 10% para 15%. É um sinal positivo, mas que esconde um problema estrutural.
Adotar uma ferramenta de IA, isoladamente, não resolve a fragmentação que já existia antes dela. Se os dados de marketing estão em um sistema, os dados operacionais em outro, e a infraestrutura é gerenciada por um terceiro fornecedor sem nenhuma integração entre eles, a IA se torna apenas mais uma peça desconectada — em vez de um multiplicador de eficiência.
É por isso que, no Grupo HSN, tratamos infraestrutura (Softcorp), marketing e IA (Recifes.digital), conexões de mercado (REDEES) e capital (Quatro Rios Investimentos) como frentes de um mesmo sistema, não como fornecedores independentes. A pergunta que toda empresa deveria se fazer antes de comprar a próxima ferramenta não é "o que ela faz", mas "com o que ela conversa".